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Se Não Fosse Você | Lágrimas, Café Coado e Um Amor Molhado de Chuva

Se Não Fosse Você chega aos cinemas carregando aquele combo clássico de drama romântico: luto, segredos de família e um romance que “não era pra acontecer, mas acontece sim, Brasil!”. Baseado no livro de Colleen Hoover, dirigido por Josh Boone, o filme nos convida a mergulhar em uma maré de sentimentos tão intensa quanto cena de novela das nove sob trilha de violino.

Allison Williams interpreta Morgan Grant, uma mulher que tenta seguir em frente depois da morte do marido, Chris, interpretado em flashbacks por Scott Eastwood. Só que, porque a vida nunca é simples, Morgan descobre que Chris estava vivendo sua própria temporada de “amor proibido” com Jenny, sua irmã. Enquanto isso, Jonah (Dave Franco), o viúvo de Jenny, também está preso nessa teia emocional. Resultado? Duas famílias coladas com fita adesiva emocional e muita terapia não resolvida.

A convivência força Morgan e Jonah a criarem juntos a pequena Clara (Mckenna Grace, brilhando como sempre) enquanto tentam fingir que não tem uma química ali pegando fogo. Spoiler: tem. E ela explode de vez naquele beijo embaixo da chuva, que já virou tradição desde que Nicholas Sparks inventou o “amor molhado e dramático”.

Mas calma: o filme não vive só do romance proibido. Mason Thames, como Miller, o filho adolescente de Morgan, traz rebeldia, humor e um quê de “meu Wi-Fi caiu, então o mundo vai acabar” que todo jovem carrega. As subtramas envolvendo a escola, amizades e paixonites ajudam a dar leveza quando o melodrama ameaça escorrer pela tela.

Visualmente, o filme entrega o básico bem feito: fotografia em tons quentes, pores do sol que parecem propaganda de perfume e closes tão próximos que dá pra ver até a lágrima decidindo se cai pela esquerda ou direita. Danny Elfman embala tudo com violinos emocionados, porque se é pra sofrer, que seja com trilha sonora dramática.

O filme tem seus tropeços. O ritmo é lento em alguns trechos, algumas falas soam como legenda de post motivational no Instagram, e há cenas que se repetem como se o editor tivesse pensado “deixa mais um pouquinho, vai que o público não entendeu.

Mas também é verdade que, quando acerta, acerta bonito: a relação mãe e filha sustenta o coração da história, e o sofrimento dos personagens é sentido de forma verdadeira, mesmo quando o roteiro exagera na dose.

Conclusão dramática porém sincera
Se Não Fosse Você não reinventa o romance melodramático, não choca, não surpreende. Mas entrega aquilo que muitos procuram: choro, abraço, redenção, beijo de cinema e uma mensagem quentinha no fim.

É tipo aquele cobertor velho favorito: já conhece, sabe onde tá rasgado, mas abraça do mesmo jeito.

Vale a sentar na poltrona e conferir esse filme?
Se você é fã de Hoover, ama um romance que dói mas depois cura, ou simplesmente está precisando de uma boa choradinha liberadora: sim.
Se você espera algo inovador, surpreendente e profundo… talvez escolha outro dia.

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